sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Esquema Campeão




Por mais que ainda não esteja fazendo muito mais do que o esperado nessa temporada, o time modelo da Europa é o Barcelona. Também, pudera. O time catalão venceu a tríplice coroa ano passado, conquistando a Liga Espanhola, a Copa do Rei e de quebra a Champions League, considerada a competição mais difícil do mundo. Mas qual o segredo do time de Pep Guardiola? Como pode uma equipe com tantas peças ofensivas não e expor e ser equilibrada? Primeiro vamos ver quem são essas peças.


O Barcelona joga na teoria em um 4-3-3. Normalmente times que jogam com três atacantes, possuem volantes de características bem defensivas que proporcionam mais liberdade ao ataque. Mas no time azul-grená espanhol, volante de ofício só mesmo Yaya Touré, que mesmo assim avança e sabe jogar mais que muito camisa 10 dos times do Campeonato Brasileiro. Os outros dois jogadores que compõem o setor são os excelente Xavi e Iniesta que mal podem ser considerados homens de marcação, apesar de marcarem e darem muito volume de jogo para os liderados de Guardiola. Mas então tudo bem, três atacante e um meio campo só com um volante de ofício, os laterais devem ser praticamente zagueiros fixos, certo? Errado! Daniel Alves, o lateral-direito , muito conhecido por nós brazucas, joga praticamente como um ala ou um meia pela direita. OK. Três atacantes, três meias que saem pro jogo e um lateral muito ofensivo, parece utópico, mas na prática funciona, de fato. Qual o segredo desse equilíbrio então?


Acredite se quiser, a peça chave do esquema do Barça chama-se Abidal. Sim, o horroroso lateral francês que nunca acertou uma jogada na vida é o ponto de segurança do time catalão. Se Abidal não aparece para o jogo, não faz jogadas decisivas, é justamente porque ele é muito mais um terceiro zagueiro do que um lateral-esquerdo. É como se ele fosse um zagueiro pela esquerda. Mas e o que acontece com a parte esquerda do ataque do Barça? Thierry Henry cai por ali o tempo todo e desempenha a parte ofensiva de um lateral-esquerdo, enquanto a parte defensiva fica por conta de seu conterrâneo.


E esse esquema foi campeão da Europa já duas vezes. Ano passado com Pep Guardiola,Abidal e Henry e em 2006, com Frank Rijkaard no comando e Gio Van Brockhost e Ronaldinho Gaúcho fazendo as funções que a dupla francesa faz hoje em dia. Esquema esse também utilizado por Cuca no Botafogo com Luciano Almeida e Jorge Henrique, mas por respeito ao Barça eu vou parar a comparação por aqui.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

POP COOL PLAYLISTS II

A segunda edição do POP COOL PLAYLISTS traz um novo tema: as baladinhas. Aquelas canções que fazem até o mais sólido dos corações derreter, que acalmam até o mais calmo dos hiperativos e te faz lembrar dos relacionamentos que jamais teve. As influências são diversas, entre séries, filmes e sites de relacionamento. Espero que gostem!

The Garden That You Planted - Sea Wolf - A banda indie de Los Angeles, que tem o mesmo produtor das ótimas the Shins e Fleet Foxes, acaba de emplacar uma canção na trilha sonora de New Moon, continuação da saga de Crepúsculo. A música "The Garden That You Planted" em questão foi indicada por Ashton Kutcher em seu blip.fm.

letra: http://www.lyricsreg.com/lyrics/sea+wolf/The+Garden+That+You+Planted/





I Love You Till The End - The Pogues - Essa balada catchy do grupo The Pogues ficou conhecida na voz de Gerald Butler, que a cantou e tocou no filme "PS. Eu Te Amo" para Hillary Swank.

letra: http://www.lyricsfreak.com/p/pogues/love+you+%92till+the+end_20109762.html





Season Of Love - Shiny Toy Guns - A banda Shiny Toy Guns tem um som tipicamente new rave, beirando o eletro. No entanto, foi essa balada que fechou a segunda temporada de Gossip Girl, com direito a eu te amo de Chuck Bass para Blair Waldorf.

letra: http://www.elyrics.net/read/s/shiny-toy-guns-lyrics/season-of-love-lyrics.html





Setting Of The Sun - Ben Jelen - Ben Jelen era um dos atores cotados para viver o The Flash em Smallville. O compositor e violinista e pianista e guitarrista não passou no casting mas emplacou essa bela canção com um toque medieval na trilha do seriado do Superboy.

letra: http://www.lyrics007.com/Ben%20Jelen%20Lyrics/Setting%20of%20the%20Sun%20Lyrics.html





What Were The Chances - Damien Jurado - O cantor americano de seattle compôs essa triste e singela obra prima, uma das únicas coisas boas presentes na 4a temporada de The OC.

letra: http://www.allthelyrics.com/lyrics/damien_jurado/what_were_the_chances-lyrics-1051030.html

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

POP COOL PLAYLISTS I

Hoje o POP COOL TOUR estréia uma nova sessão. A POP COOL PLAYLISTS, aonde semanalmente playlists com dicas de músicas, boas músicas serão feitas para que vocês possam baixar ou para os mais honestos, comprar no itunes. Sempre cinco e sempre com um tema. E para a estréia, a especialidade da casa, indie rock!

Para quem não sabe, indie rock é um estilo musical que caracteriza bandas que não são lançadas por grandes gravadoras, porém o grande sucesso de algum desses grupos lançaram-nos diretamente para gravadoras de grande porte, embora o som na maioria dos casos, não perca a identidade, fazendo com que tais bandas, mesmo com o sucesso de público e grande repercussão na mídia, sejam consideradas bandas alternativas.

O som é caracterizado por riffs e refrões grudentos, baterias bem marcadas e linhas de baixo conservadoras porém presentes. É uma mistura de rock retrô de garagem com sintetizadores. Entre as bandas mais bem sucedidas nesse ramo podemos citar: The Strokes, The Killers, The Artic Monkeys, Franz Ferdinand, Bloc Party, entre outras. Tudo explicado? Agora vamos ao que interessa!

Trains to Brazil - The Guillemots - Vi uma vez em um show, War Child, que estava passando na Multishow. Curiosamente o guitarrista da banda é brasileiro e a música foi feita em homenagem a Jean Charles, que foi morto na estação de metrô de Londres.




Lessons Learned - Matt and Kim - Descoberta em mais uma madruga fértil em que estava assistindo MTV Hits. O curioso no caso é que ao ouvir a canção eu tinha certeza que a mesma já tinha feito parte de algum episódio de Gossip Girl, mas me enganei. Eis que na terceira temporada, após a música virar uma de minhas favoritas, ela finalmente tocou em GG.




Your English is Good - Tokyo Police Club - Também descoberta na madrugada fértil em que escutei Lessons Learned pela primeira vez, na MTV Hits. O curioso aqui é que a letra da música fala o tempo todo "give us our vote" porque eles começaram em um desses concursos em que a banda mais votada ganharia um contrato. Espertinhos hein?




Great Expetations - The Gaslight Anthem - Mais uma em que devo agradecer a MTV Hits. A banda norte americana, mais especificamente de New Jersey, já está crescendo e foi figura fácil em diversos festivais de rock no ano passado.




Smokers Outside the Hospital Doors - The Editors - Estava eu desesperado, pois havia chegado em Londres no dia do Festival de Leeds e Reading, justo no dia que ia ter Killers e Bloc Party no mesmo palco. Já conformado em não ir, liguei a TV para tenta ver um pouco de duas de minhas bandas favoritas e acabei descobrindo os ótimos Editors. Não me perguntem como, mas eu achei que o vocal tem clara influência do Renato Russo.




Para Baixar: Esqueçam Limewire ou qualquer programa P2P. Coloquem no Google V Downloader e acessem o primeiro link que aparece. O programa converte vídeos do Youtube para MP3 e outros formatos. Além de ser muito leve. Baixem e deletem o resto!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Geek Stars



Não,eu não virei analfabeta(ainda).Acontece que minha querida internet deu a loka e a minha segunda opção móvel resolveu entrar em conflito com o meu notebook(nerd que é nerd tem que ter no mínimo duas opções de conexão né gente..).Mas,agora que os dias negros estão para trás (pq isso soa menos brega em inglês?) cá estou eu de volta !

De serie addict pra serie addict,só nós realmente sabemos a dor que nos dá no final de temporada das nossas amadas séries né ? É uma busca desenfreada por alguma outra que preencha o espaço das antigas q só voltam na ooooutra temporada.E eu não sou diferente ! Oq eu vou fazer nas minhas madrugadas malucas ou no horário do jornal pré e pós novela??? (brega coulture,hihi) Eis que entre Skins,Vampire Diaries e outras tantas series chatas eu me deparei com GLEE.



Assistida por mais de 15 milhões de pessoas na pré-estréia dos EUA,Glee conta a história do professor de espanhol Will(Matthew Morrison) que quer recuperar a glória do coral da escola,o Clube Glee, e o faz só por prazer e com o seu próprio dinheiro.O problema é que ninguém quer fazer parte desse coral,convenhamos q é meio breguinha a idéia ne,a não ser os losers e nerds de lá.Mercedes (uma negra que acha que é a Beyonce), Arty (um cadeirante geek que manda muito na guitarra), Kurt (um soprano dramaqueen), Tina (uma japa grunge e gaga) e Rachel (que não é geek nem loser,mas acha que não conseguiu a fama que merece)são os que entram. E Will também conseguiu arrematar o bonitão/popular/atleta Finn,com o propósito de tirar o rótulo loser do seu coral.

Mas o legal é a trilha sonora que é suuuper atualizada e já botou várias versões no TOPO do itunes! Amy Winehouse,John Travolta,Rihanna,Dionne Warwick e Kanye West estão entre os artista que tem suas músicas interpretadas.Até a Madonna liberou música pra ser cantada pelo elenco(e olha que ela é chata a vera,hein..).Mas não vai achando que é só musical,da pra dar boas risadas com o sarcasmo da treinadora Sue ou então com a Biba Kurt que é mara ! haha
Nada melhor que um humor geek recheado de musica boa né?





Quer ver Glee ? no blog Glee Brasil da pra fazer download dos episódios,em AVI ou RMVB,e ainda tem preview dos próximos !
Mas se vc curte ver na tv,senta a bundinha que 4 de novembro as 22hrs Glee estréia na FOX.

Estrelas Cadentes




No início da temporada espanhola, todo mundo, eu inclusive, apontou Real Madrid e Barcelona como times quase equivalentes. E tudo foi correndo mais ou menos como o previsto até que o selecionado da capital espanhola passou por seus primeiros testes de verdade. Antes disso, foi tudo festa. É bem verdade que o Real passou um certo sufoco na estréia, contra o La Corunã, em pleno Santiago Bernabéu, ganhando de 3x2 de virada, mas que foi justificado pelo nervosismo do 1o jogo. Depos disso, foram goleadas em seqüencia, seja pela Champion League ou pela Liga Espanhola. E todos os jogos com a mesma marca. Início truncado, até que algum valor individual, na maioria das vezes Kaká ou Cristiano Ronaldo, abria o placar para o time Merengue e depois o jogo ficava fácil.


Até que chegou o primeiro jogo duro. Sevilla fora de casa. E o resultado foi a primeira derrota da temporada. Sem Cristiano Ronaldo, tudo bem, mas com Kaká, Benzema e Xabi Alonso, outros medalhões contratados a peso de ouro para a temporada. Logo depois veio o Milan, dessa vez em casa. E nova derrota, 3x2 para o time italiano. Mal teve tempo de descansar os Galácticos já tiveram que enfrentar o Sporting Gijón fora de casa e de novo não venceram. Dessa vez o placar ficou no zero. Eis que ontem, de tarde, na primeira rodada da Copa do Rei, o Real foi goleado, isso mesmo, goleado, por um time da terceira divisão, por 4x0! Não tinha Kaká nem Cristiano, mas tinha Raúl, tinha Benzemá, tinha a camisa do Real Madrid que já bastaria contra qualquer time espanhol que não seja o Barcelona.


E assim chegamos ao momento atual. Quatro jogos sem vitória, uma derrota em casa para o decadente Milan e uma goleada para um time da terceira divisão espanhola. O que aconteceu com o time do início da temporada? Eu respondo. Nada! O time do início da temporada penou para vencer o Deportivo que deixou de ser time grande faz tempo na Espanha. Os adversários do Real depois disso, seja na Liga ou na Champions, foram times ridículos, horríveis, fortes candidatos a rebaixamento no Campeonato Brasileiro e só não seriam candidatos a lanterna no mesmo porque temos o Fluminense. Bastou pegar o Sevilla, o Milan, para todo mundo cair na Real, com trocadilho, por favor.


O Real Madrid, há anos, não é um time, mas sim um apanhado de individualidades. Foi bi-campeão espanhol assim, tudo bem. Mas Champions são outros quinhentos. Tanto é que os liderados de Manuel Pellegrini vêm sendo eliminados nas oitavas-de-final do maior torneio europeu há quatro anos seguidos. E vão continuar sendo enquanto não entenderem que é impossível um time ter somente dois marcadores no meio-campo quando os laterais não sabem marcar e os zagueiros são de sobra.Vão continuar sendo enquanto nomes como Albiol e Pepe forem os beques. E as críticas ainda caem em cima de Raúl, que ao lado de Kaká, vem sendo o mais efetivo jogador do time na temporada, o que não é grande coisa. O jovem vovô do Real Madrid é o melhor atacante no time no ano, longe. Benzema ainda não disse ao que veio e Higuaín não está tendo chances como no ano passado. Pode ser que a volta de Cristiano Ronaldo ajuste isso tudo, mas a verdade é que os galácticos ainda não estreiaram em 2009.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Maior Espetáculo da Face da Terra





O ser humano tem a deficiência de só dar valor depois que o momento já passou. Eu mesmo sou muito assim. No entanto, me lembro de momentos em que tinha perfeita noção da importância do que se passava na frente dos meus olhos. Posso citar alguns, como a última cesta de Michael Jordan pelo Bulls, logo a que deu o 6o título ao time de Chicago; A queda das torres gêmeas e os gols de Ronaldo na final da Copa de 2002. Evidente que existem alguns outros momentos tão ou mais importantes que os citados, mas como o tom pessoal impera nesse texto, estou falando que me marcou.


Antes de chegar no momento que faz jus ao título, vou dizer que não estava nas minhas melhores épocas com o U2. O CD novo, apesar das vendas não tão boas, é bem legal, experimental, inovador. A banda continua em boa forma, mas sabe se lá porque, eles estavam perdendo espaço no meu coração para os Killers. Talvez faltasse um momento impactante para reacender a paixão. E foi em meio a busca por esse momento que eu vi uma notícia que despertou minha atenção. O U2 faria um show ao vivo para todo o mundo com transmissão do Youtube. O show, que aconteceria em Los Angeles, seria o penúltimo dos irlandeses no ano e primeiro da turnê U2 360 a ser gravado em DVD. Pois bem, na esperança de ficar arrepiado novamente com a voz de Bono, me programei direitinho para estar na frente do PC na madrugada de 1:30 da manhã, de Domingo para Segunda.


E lá estava eu, 1:30 da manhã, e a transmissão começou, não com o show, mas com uma contagem regressiva para o mesmo, de meia-hora em que eram mostrados vídeos de bastidores e entrevistas com os membros da banda. E faltando uns 10 minutos aconteceu. Um arrepio subiu minha espinha, eu me lembrei dos momentos que antecederam o show de São Paulo em 2006 e virei de novo o maior fã do mundo. Entrei no MSN botei no meu nick que o show ia acontecer, twitter compulsivamente e postei no live feed do Facebook o que estava prestes a acontecer. Parecia que a responsabilidade do show vingar estava em minhas costas. Isso porque, como em um estalo, eu tive perfeita noção do que estava fazendo parte. Um momento histórico, assim como a cesta do Jordan, como os gols do Ronaldo. Todos juntos, unidos, esperando a melhor banda do mundo entrar no palco. E que palco! A espaçonave, como o próprio Bono a chama, trata-se da mais inovadora estrutura já feita para um show de música. E o U2 enfim entrou em cena. Abriu o show com Breathe, tocou mais uma dupla de músicas do CD novo e pouco depois empolgou com Beautiful Day.


Entre um hit e outro, eu já estava pulando na cadeira do meu quarto e transformando o twitter em um monólogo. Foi nesse ritmo que chegamos ao auge do show. O que dizer de uma sequência com Sunday Bloody Sunday, Walk On, One e Where The Streets Have No Name? Já bastava para encerrar por ali. No início do Riff de "Streets" uma euforia sobrenatural tomou conta de mim, mas nada suficiente para fazer essa pedra chorar. E assim o U2 saiu do palco para fazer aquela brincadeira de fingir que acabou e não acabou que todo mundo faz. E não muito depois eles voltaram. Acho que fizeram pra me sacanear. Tocaram minhas três músicas favoritas do momento. Primeiro a não muito conhecida mas pra mim a que mais traduz o som do U2, Ultra Violet e meus olhos já encheram D'água. Em sequëncia, sem tirar, Bono imendou With or Without You e ai, me desculpem o palavreado, fudeu tudo. A outrora pedra virou uma criancinha choramingando no quarto. A mesma criancinha que choramingava ao telefone no show de SP de 2006, durante a mesma música. Dessa vez não tinha ninguém do outro lado da linha e não era no meu país. Mas quem liga? Tinha o mundo inteiro se emocionando junto comigo e já ficando com saudade quando a melhor banda do mundo terminou o show com a épica e última da trinca Moment of Surrender. Eu demorei uns 5 minutos para ter alguma reação. Estava imóvel, totalmente ciente que nada no mundo atual pode ser mais belo do que acabara de ver.


Foi, sim, o maior espetáculo da face da Terra, visto de forma pioneira pelo maior público de todos os tempos, 1,5 milhões de pessoas, somando Youtube mais os presentes no Rose Bowl. Obrigado Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr por me deixarem ser uma dessas privilegiadas pessoas. A paixão está mais acesa do que nunca!

Set-List: Breathe, Get On Your Boots, Magnificent, Mysterious Ways, Beautiful Day, I Still Haven't Found What I'm Looking For - Stand By Me, Stuck In A Moment, No Line On The Horizon, Elevation, In A Little While, Unknown Caller, Until the End of the World, The Unforgettable Fire, City of Blinding Lights, Vertigo - It's Only Rock and Roll, I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight (remix), Sunday Bloody Sunday, MLK, Walk On - You'll Never Walk Alone, One, Amazing Grace, Where the Streets Have No Name, Ultraviolet, With or Without You, Moment of Surrender

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O Jogo dos Exageros





Na última quarta-feira, o confronto entre Real Madrid e Milan pela Liga dos Campeões, vencido pelo time italiano, em pleno Santiago Bernabéu, parou o mundo.Não houve sequer um fã de futebol que não tenha assistido o jogo e todos os comentaristas e colunistas que se prezam emitiram sua opinião sobre o duelo entre os dois maiores vencedores de Champions League da história (O Real Madrid tem 9 e o Milan tem 7). No entanto, houve um certo exagero por parte da imprensa em relação a diversos fatores do jogão. Em primeiro lugar, ao contrário do que falaram por aí, não foi um partidaço. Foi um bom jogo, eletrizante, emocionante, cheio de alternativas. Mas o nível técnico não foi dos melhores.


Se consideramos o que esperamos de um Real Madrid e Milan, podemos dizer que o nível técnico foi baixíssimo, evidenciado pela construção dos gols da partida. O primeiro, um frangaço de Dida, que entregou a bola nos pés de Raúl. O empate do Milan, outro frango, em que Casillas demorou muito para pular no chute de longa distância de Pirlo. A virada do Milan aconteceu em outra falha do excelente goleiro espanhol. Casillas tentou cortar o lançamento de Ambrosini para Alexandre Pato e acabou deixando o gol livre para o jovem atacante brasileiro. O gol do temível Drenthe, que empatou de novo o jogo, foi mais em uma jogada de abafa do que de ténica. De futebol mesmo, só tivemos o último gol da partida, nascido de um passe perfeito de Seedorf, o melhor do jogo, e terminando em uma finalização do mesmo nível, de novo de Pato. Se fosse Flamengo x Botafogo, os criticos saudosistas iam falar que foi uma tremenda pelada, mas como é clássico internacional, todo mundo puxa saco. Isso sem falar no péssimo nível da arbitragem que não marcou um penalti criminoso de Zambrotta em Benzema e anulou inexplicavelmente o gol de cabeça do monstro Thiago Silva.


Mas os exageros pararam por aí? Que nada. Vi muita gente falando que Ronaldinho Gaúcho deveria treinar no Bernabéu, porque sempre joga bem lá, que jogou muito na Quarta. Eu não sei que jogo que esse pessoal viu. Ronaldinho fez o mesmo que vem fazendo nos ultimos anos. Parado na ponta-esquerda, alvo fácil na marcação, só chamou atenção em alguns lances de malabarismo isolados e foi só. Pior que ele só Kaká, que se escondeu do jogo, algo inédito, e mesmo assim foi louvado pela crítica que disse que o meia brigou muito. Sabe o que acontece? O cara não ve o jogo ai faz sua critica baseada na critica de outro cara que não viu o jogo que fez sua critica baseada na critica de um cara que viu o jogo mas não entende nada de futebol. Assim nascem os exageros.

*Coluna a ser publicada Sábado, dia 24 de outubro, na parte de futebol internacional, do Jornal dos Sports.